segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Melhoria na Educação, por onde começar?

Hoje em dia acredito que haja consenso no Brasil que para garantir um crescimento econômico sustentável no país há duas áreas que precisam passar por transformações contundentes – na de infra-estrutura, principalmente logística (portos, aeroportos e estradas, incluindo férreas) e na educação. Como meu conhecimento da área de infra-estrutura se limita à condição de usuário sofredor de aeroportos e estradas, pretendo continuar este postagem falando da educação.
Pelo que tenho acompanhado de diálogos sobre como melhorar a qualidade do resultado educacional brasileiro (sim, devemos focar nossas metas e pensamentos no resultado e não tanto nos processos que, de fato, sirvam para chegar a um resultado e não devem ser considerados como fins em si), percebo que o debate gira em torno de investir nos professores (com melhores salários e com treinamento para poder ensinar com mais qualidade) e pouco mais do que isso. Concordo que ambos são imprescindíveis para promover mudança positivo, desde que entendemos que o significado do aumento salarial traga consigo um aumento correspondente no status do professor assim sinalizando que a sociedade como um todo vê a educação dos seus filhos como prioridade e também de ser o caminho para ascensão social e econômico.
No entanto creio que haja questões muito mais profundas a serem enxergadas e resolvidas e que vão requerer investimentos muito significantes, mas nada além de que outros países em desenvolvimento (e alguns deles mais pobres que o Brasil) já tenham feitos. Estou falando para enxergamos as estruturas físicas da educação: as escolas, e de compreender o seu papel global nas comunidades onde são erguidas. Em muitas localidades a escola pública é o principal prédio público quando não o único e assim sendo quando se projeta cada escola, o ideal seria de projetá-la não só olhando a topografia e a projeção de número de estudantes que vai precisar servir, mas de estudar a comunidade local e as suas necessidades para que um prédio (ou complexo) público possa ser erguido para servir a muitas necessidades da comunidade com um investimento muito mais baixo de que se a gente olha serviço por serviço e ergue estruturas especificas para cada um. Hoje, na minha experiência de ver escolas públicas da região do Grande São Paulo, parece que a única exigência feita dos arquitetos é de criar escolas que têm um número “x” de salas para receber três turnos de alunos, um pátio, uma quadra, uma secretária, uma diretoria e uma sala de professores que talvez comporte um quarto dos professores que de fato lecionam nas escolas. Quando se projeta fábricas, se faz considerando o tipo de produção fará e para maximizar a produção considerando também os cuidados com os funcionários para que possam produzir melhor – se o produto da escola seja o nível de resultado educacional, faria sentido que como em fábricas e hospitais precisa ter uma arquitetura que vai promover tal resultado. Isso significa também que se constrói escolas de acordo com idade dos alunos e tipo de educação proposta - enxergo que temos que ter escolas projetadas para: os primeiros ciclos do ensino fundamental com crianças de seis a dez anos onde temos um professor(a) por classe com especialistas de educação física e artes/música (que também precisam de salas adequadas para o ensino proposto); para o segundo ciclo de ensino fundamental com alunos de onze a quatorze anos onde os professores de matérias deveriam ter as suas salas ambiente para história, geografia, matemática etc. e, finalmente para os alunos de ensino médio entre seus quinze e dezoito anos uma escola com laboratórios de ciências, de línguas e de informática. Em localidades menores, não vejo problema em ter uma estrutura para os alunos desde o segundo ciclo do ensino fundamental ao final do ensino médio.    
Não esgotei meus pensamentos sobre este assunto, mas para hoje só.......      

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